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Rio Santa Maria em Colatina enfrenta crise ambiental: poluição e seca ameaçam o afluente

A situação na foz do Rio Santa Maria, em Colatina, atinge um ponto crítico de deterioração ambiental. Testemunhas e especialistas descrevem o afluente como um leito sem vida, coberto por esgoto, lama, dejetos humanos e resíduos sólidos, sem uma única gota de água potável. A gravidade da poluição alcançou níveis alarmantes, com o despejo direto […]

Por ES Fala
· 1 min de leitura · 6 comentários
Rio Santa Maria em Colatina enfrenta crise ambiental: poluição e seca ameaçam o afluente

A situação na foz do Rio Santa Maria, em Colatina, atinge um ponto crítico de deterioração ambiental. Testemunhas e especialistas descrevem o afluente como um leito sem vida, coberto por esgoto, lama, dejetos humanos e resíduos sólidos, sem uma única gota de água potável.

A gravidade da poluição alcançou níveis alarmantes, com o despejo direto de toda essa carga de impurezas no Rio Doce, impactando não apenas o Santa Maria, mas também outros sete rios da região que deságuam no Rio Doce, correndo risco de secar. O cenário é desolador, gerando um mal cheiro repugnante que se espalha por dezenas de metros da área.

“Apavorante. É muito triste ver um rio nestas condições”, lamenta Henrique Bravo, marinheiro com uma história de seis décadas ligadas ao Rio Doce. “O rio já era, agora é só poluição.”

A cena vista da Ponte de Ferro causou repulsa nos transeuntes, que testemunharam a degradação do rio. A situação se agrava com o aumento significativo de insetos como pernilongos, muriçocas e maruins, denotando um estado de calamidade.

A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) declarou Estado de Atenção no Espírito Santo em 21 de novembro de 2023, em resposta ao agravamento da situação. A Cesan (Companhia Espírito Santense de Saneamento) relata que, em menos de 24 horas, a captação no Rio 5 de novembro, em Santa Teresa, quase secou. Enquanto o Rio Santa Maria, na região do 25 de julho, está sem vazão.

O Rio Santa Maria, com nascente na Serra do Gelo, em Itarana, possui 93 km de extensão e uma bacia hidrográfica de 935 quilômetros quadrados, atravessando os municípios de Santa Teresa, São Roque do Canaã e desaguando em Colatina, onde enfrenta uma devastação sem precedentes.

ES FALA: informação crédito Nilo Tardin.

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6 comentários

  1. Edson

    Penso que , as margens do rio Santa Maria, principalmente em Vila Lenira tem muitos pés gigantes de bambu, árvore que puxa muita água. Deveria ser retirado, ou diminuir drasticamente. E muitas perfuraçoes de solo. Com poços artesianos. Reflorestamento das nascentes. O povo desse lado , desse leito do rio está abandonado de água potável.
    As prefeituras teriam que ajudar com água.

  2. ANTONIO FRANCISCO RUI

    Agora trata o esgoto pro povo usar até msm para beber,como tem muito que faz uso e eles mesmo contribuíram para o acontecimento.

  3. ANTONIO FRANCISCO RUI

    Isso não puxa água a ponto de secar rios,oque faz secar é o desmatamento em suas margens e na nascente. O rio ainda está vivo porque o fazendeiro onde nasce o rio na serra da mantiqueira protege com seu sangue e isso tá ajudando os que ferra todo o rio em sua extensão.Se não fosse ele já não tinha mais rio ,estava igual rio pau gigante, só tem vegetação onde deveria correr água sob a ponte.

  4. Darcy Irmo Casteluber

    É o verdadeiro cenário do cuidado que o povo trata o meio ambiente desde lá no meio rural quanto na zona urbana.
    É muito triste ver a natureza sendo transformada numa lixeira a céu aberto.
    Falta consciência de uma maioria.

  5. Sidnei

    Onde eu moro no distrito de itapina tanbem esta conplicado nao tem tramento de esgoto mais tem cobrança de taxa de esgoto e isso tem muitos anos e ninguem fais nada

  6. Alvaro Alonso Margoto

    Infelizmente os governantes não dão a mão para os produtores rurais com incentivos para construção de barragens no percurso do rio! Essa seria a maneira mais fácil de reter a água durante as cheias e na época de escaces de chuvas não faltar para os sofridos agricultores poderem irrigar suas plantações e com isso garantirem sua sobrevivência!

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