Agora

Até 20 mil empregos: ferrovias de São Mateus e Barra de São Francisco prometem transformar o Norte do Estado

O projeto de construção das ferrovias que conectarão o Norte do Espírito Santo à Região Centro-Oeste está em fase de licenciamento ambiental, com previsão de início das obras para 2026. Desenvolvido pelo grupo Petrocity, o Corredor Centro-Leste é uma iniciativa ambiciosa que poderá gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos em seus quatro trechos […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · 2 comentários
Até 20 mil empregos: ferrovias de São Mateus e Barra de São Francisco prometem transformar o Norte do Estado

O projeto de construção das ferrovias que conectarão o Norte do Espírito Santo à Região Centro-Oeste está em fase de licenciamento ambiental, com previsão de início das obras para 2026. Desenvolvido pelo grupo Petrocity, o Corredor Centro-Leste é uma iniciativa ambiciosa que poderá gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos em seus quatro trechos durante os períodos de pico da implantação.

A proposta prevê a construção de uma malha ferroviária de 2.160 quilômetros, conectando o Espírito Santo a importantes regiões produtoras e consumidoras do país. Duas das quatro estradas de ferro do projeto já possuem Declaração de Utilidade Pública (DUP), garantindo autorização para desapropriações. O andamento do projeto foi detalhado em uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (15) no Palácio Anchieta, em Vitória.

As quatro estradas de ferro planejadas no projeto são:

  • EF-456/030 (São Mateus/ES a Ipatinga/MG) – 431,3 km
  • EF-030 (Barra de São Francisco/ES a Brasília/DF) – 1.188 km
  • EF-A20 (Corumbá de Goiás a Anápolis/GO) – 67,9 km
  • EF-355 (Brasília/DF a Mara Rosa/GO) – 452 km

De acordo com José Roberto Barbosa da Silva, presidente do grupo Petrocity, as ferrovias que partirão do Espírito Santo demandarão a contratação de mais de 6 mil pessoas, em média, durante a implantação. Somente na EF-030, que liga Barra de São Francisco a Brasília, estima-se a criação de 4.070 vagas diretas e 814 indiretas. Já a EF-456, que conecta São Mateus a Ipatinga, deve gerar 1.282 empregos diretos e 257 indiretos.

Quando a operação das ferrovias começar, prevista para o final de 2031, cerca de 1.787 profissionais estarão diretamente envolvidos em funções como manutenção da via, operação de maquinistas, controle e atividades nos portos secos (UTACs).

A expectativa é que as ferrovias movimentem 28 milhões de toneladas de carga já no primeiro ano de operação. O projeto promete impulsionar a economia regional, conectando áreas estratégicas de produção agrícola, industrial e minerária ao mercado nacional e internacional.

Compartilhe esta notícia

2 comentários

  1. CLODOALDO TOREZANI

    Torcendo pra sair do papel, pois nossas estradas já não estão suportando o fluxo dos caminhões a cd dia ficando mais perigoso pra quem viaja com veículos de passeio . Essa é uma obra que a tendência é melhorar muito no escoamento da produção agrícola e outros serviços, ficando mais baratos os bens de consumo. A tendência mundial é fazer as estradas de ferro muito mais rápido econômico e com menos acidentes. Parabéns pela iniciativa e que não sejam obras eleitoreiras ….

  2. José Miguel Veiga

    e transporte de pessoas ? podia ter ferrovia colatina são mateus e até salvador passando pela orla de salvador ligando as capitais do nordeste a economia turística ganharia muito !

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Norte e Noroeste

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.