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MPC-ES questiona aumentos salariais em 13 municípios capixabas e aponta irregularidades em Colatina e Baixo Guandu

O Ministério Público de Contas do Estado (MPC-ES) protocolou representações para suspender aumentos salariais aprovados em dezembro para prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e, em alguns casos, vereadores de 13 municípios capixabas. Entre as cidades com situações específicas destacam-se Colatina, e Baixo Guandu. Em Colatina, o MPC-ES questiona a validade da Lei Complementar Municipal 149/2024, que […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura · 2 comentários
MPC-ES questiona aumentos salariais em 13 municípios capixabas e aponta irregularidades em Colatina e Baixo Guandu

O Ministério Público de Contas do Estado (MPC-ES) protocolou representações para suspender aumentos salariais aprovados em dezembro para prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e, em alguns casos, vereadores de 13 municípios capixabas. Entre as cidades com situações específicas destacam-se Colatina, e Baixo Guandu.

Em Colatina, o MPC-ES questiona a validade da Lei Complementar Municipal 149/2024, que reduziu a carga horária dos cargos de contador e educador social de 40 horas para 30 horas semanais sem alterar os vencimentos. Segundo o órgão, essa mudança pode configurar um aumento disfarçado de salário, prática que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, especialmente em ano eleitoral.

Já em Baixo Guandu, a controvérsia envolve a Lei 3.248/2024, que alterou as condições para o Adicional por Tempo de Serviço (ATS). A nova redação, aprovada em julho de 2024, eliminou restrições como a perda do direito ao benefício para servidores com faltas não justificadas ou afastamentos superiores a 15 dias. O MPC-ES argumenta que a mudança foi feita em período próximo às eleições, o que é vedado pela legislação eleitoral.

Nessa segunda-feira (20), o conselheiro relator Sérgio Aboudib Ferreira Pinto determinou a notificação de prefeitos para esclarecimentos. Entre eles estão Renzo Vasconcelos, de Colatina, e o prefeito de Água Doce do Norte, Abraão Lincon (PSB).

Cidades como Vila Velha, Cariacica, Serra e São José do Calçado foram mencionadas devido a aumentos expressivos nos salários de prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais. Em Vila Velha, por exemplo, o salário do prefeito teve um aumento de 88,7%, passando de R$ 15,3 mil para R$ 29 mil.

O MPC-ES destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe atos que aumentem despesas com pessoal nos últimos 180 dias do mandato, sob pena de crimes financeiros e de responsabilidade, que podem resultar em perda do cargo e suspensão dos direitos políticos.

O Ministério Público de Contas do Estado (MPC-ES) protocolou representações pedindo a suspensão de aumentos de salários de prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e, em alguns casos, vereadores de 13 municípios capixabas, aprovados no último mês de dezembro. Os municípios são:

  • Dores do Rio Preto, Irupi e São José do Calçado (Caparaó);
  • Afonso Cláudio, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante e Santa Teresa (região serrana);
  • Cariacica, Serra e Vila Velha (Grande Vitória);
  • Água Doce do Norte e Ecoporanga (noroeste);
  • Piúma (litoral sul)

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2 comentários

  1. penha de lourdes peterle berti

    Muito injusto esse aumento de salário dos vereadores, prefeito e vice prefeito…quem trabalha mesmo não teve aumento no salário

  2. Delarei

    Esses absurdos acontece porque a população não se interessa pela política Elis votam por votar, enquanto isso os bandidos fazem o que quer com o dinheiro público.

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