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Golpe milionário que começou em Vila Valério leva à prisão de suspeitos no Rio de Janeiro

Quadrilha movimentou cerca de R$ 25 milhões em menos de um ano após enganar família de Vila Valério em negociação de veículo

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Golpe milionário que começou em Vila Valério leva à prisão de suspeitos no Rio de Janeiro

Uma investigação que teve início após um golpe aplicado contra uma família de Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo, levou à prisão de dois suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em estelionato e lavagem de dinheiro. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 25 milhões em menos de um ano.

O caso começou após uma família da região perder aproximadamente R$ 400 mil durante a suposta compra de uma caminhonete zero quilômetro, modelo Dodge Ram. Para aplicar o golpe, os criminosos teriam clonado o contato de um vendedor de confiança da vítima e assumido a negociação, criando uma falsa sensação de segurança.

Convencida de que se tratava de uma transação legítima, a vítima realizou diversas transferências bancárias que totalizaram cerca de R$ 397 mil.

Dinheiro espalhado para dificultar rastreamento

De acordo com a polícia, os valores foram distribuídos em diversas contas de terceiros, estratégia comum para dificultar o rastreamento e a recuperação do dinheiro.

A partir da denúncia, foi possível mapear o fluxo financeiro e chegar até a base da quadrilha, localizada no Rio de Janeiro.

Operação e prisões

A ação fez parte da Operação Miragem, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante a operação, foram presos:

  • Lucas da Conceição Cruz, de 27 anos, apontado como principal alvo da investigação;
  • Gabriel Magalhães Linhares, de 39 anos, detido em flagrante com um celular roubado e também suspeito de participação no esquema.

Além das prisões, a polícia apreendeu carros de luxo e joias, que indicam o alto padrão de vida mantido pelo grupo criminoso.

Os materiais recolhidos, como celulares e documentos, serão analisados para identificar outros integrantes da organização e possíveis vítimas em diferentes estados.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Erick Esteves, o objetivo agora é aprofundar o entendimento sobre o funcionamento da quadrilha.

“Já temos mapeado cerca de R$ 25 milhões movimentados em menos de um ano. As investigações continuam para entender essa engrenagem e retirar esses criminosos de circulação”, destacou.

ES FALA: Com informações de Viviane Machado, do g1 ES

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