Espírito Santo registra menor número de homicídios da história nos primeiros sete meses de 2026; Norte é única região com alta
Estado contabilizou 405 homicídios e feminicídios entre janeiro e julho, o menor número da série histórica iniciada em 1996. Enquanto a violência caiu em quase todas as regiões, o Norte do Espírito Santo registrou aumento de casos.

O Espírito Santo alcançou um marco histórico na segurança pública ao registrar 405 homicídios e feminicídios entre janeiro e julho de 2026, o menor número para o período desde o início da série histórica, em 1996.
Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), apontam uma redução de 10,6% em comparação com os sete primeiros meses de 2025, quando foram registrados 453 casos.
Somente no mês de julho, o Estado contabilizou 47 homicídios e feminicídios, contra 66 ocorrências no mesmo período do ano passado, representando uma queda de 28,7%. Segundo a Sesp, também é o menor número já registrado para um mês de julho desde o início do levantamento.
A maior redução ocorreu na Região Metropolitana, onde os registros passaram de 231 para 186 casos, uma queda de 19,5%. Na Região Sul, a diminuição foi ainda mais expressiva: de 37 para 22 homicídios e feminicídios, redução de 40,5%.
Na Região Noroeste, que reúne municípios como Colatina, Barra de São Francisco, Nova Venécia e São Gabriel da Palha, também houve queda. Os casos passaram de 68 para 61, uma redução de 10,3%.
Por outro lado, a Região Norte do Espírito Santo foi na contramão da tendência estadual e registrou aumento da violência. O número de homicídios e feminicídios subiu de 98 para 102 casos, crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2025.
Outra região que apresentou alta foi a Serrana, onde os registros passaram de 19 para 34 ocorrências.
Apesar do aumento em duas regiões, o balanço geral mantém o Espírito Santo com o menor número de homicídios e feminicídios da série histórica para os sete primeiros meses do ano, reforçando a tendência de redução dos crimes letais no Estado ao longo de 2026.




